quarta-feira, 18 de março de 2009

Ataques da "outra frente"

Quem tem aquário sabe, as vezes quando dois peixinhos ficam "dando beijinhos" um no outro é porque, na verdade, estão brigando...



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Será que é esse o caso?




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Tem gente que me acusa de ficar em "cima do muro" no debate entre criacionistas e evolucionistas. De ser um "conciliador" e tentar agradar a todos. Bem, as vezes até gostaria que a tal acusação tivesse fundamento, mas não tem.
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"Ficar em cima do muro" é querer agradar a todos. Você está conversando com um palmeirense e um são paulino e quando eles perguntam para que time você torce você responde: "Torço para o Brasil", todos ficam felizes e você fica sem personalidade (sem time de futebol pelo menos).
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Ser Cristão e ao mesmo tempo não ver nenhum problema na teoria sintética da evolução é bem diferente. É um grito por uma nova relação entre o conhecimento cientifico e a fé que, sem ferir nem um nem outro, se encaixa e nos leva para o conhecimento, para mais perto da verdade e para a Verdade. Não creio que seja algo "inovador", "revolucionario" ou "liberal", é apenas uma forma de unir o que sabemos da criação com o que sabemos do Criador. Ainda assim, muitas vezes tal postura incomoda. Longe de tentar agradar a todos, eu me descubro em diversos debates entre palmeirenses e são paulinos bradando a plenos pulmões: "Vai Corinthians!!!!".
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Já escrevi um pouquinho respondendo argumentos Cristãos que vejo que são recorrentes e das razões pelas quais creio que o Criacionismo simplesmente não seja uma boa (esse post aqui, e outros, alem desse filminho do Ken Miller que é Dahóra). Em breve pretendo postar uma sequência de emails que troquei com o pessoal da ABU aqui da USP a respeito desse tema. Os emails foram bem legais e, a meu ver, abordaram temas e questionamentos importantes em como a fé Cristã interage com as ciências naturais.
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Agora me sinto compelido a refletir um pouquinho sobre o outro lado da moeda. Porque alguns ateus creem, da mesma forma que alguns teístas, que a teoria evolutiva (e em muitos casos a própria ciência) seja incompativel com a crença teísta.
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Quero falar especialmente dos dois textos que lí a pouco: The Untenability of Theistic Evolution, por Bart Klink, e Esse texto do blog "Rationally Speaking". Ambos os links foram tirados do blog Answers in Genesis BUSTED!.
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Bem, vamos começar, vou abordar alguns pontos do texto do Bart Klink, não todos pois o texto ficaria maçante e chato e para "guardar para outros posts":
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1)O lugar do ser humano
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O autor discute que o fato de teístas relegarem um "posto especial" da humanidade frente ao resto da criação não é justificavel cientificamente. O argumento dele parece ser valido "até a página 3". O fato é que os seres humanos ocupam um lugar impar em toda a natureza, do mesmo jeito que todas as espécies alías. Não precisa de "antropocentrismo exagerado" para ver isso. De fato, não creio que, de uma perspectiva evolutiva, sejamos o máximo "supra-sumo". Apesar dos avanços e da tecnologia, nós ainda apanhamos das bactérias e dos insetos nesse quesito. Para falar a verdade, dizer que tal ser vivo é "mais evoluido" que outro é uma afirmação meio sem sentido, uma vez que a evolução NÃO é um processo direcionado e que "evoluido" quer dizer simplesmente "adaptado ao meio em que vive", e não "mais complexo" ou "melhor".
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Acredito que essa perspectiva evolutiva nos impele e ter ainda mais reverência frente a Criação e a Natureza. De uma perspectiva teologica, o ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus e com a missão de "cuidar do jardim" (Genesis 1: 26:30). Não vejo como a ciência possa desbancar isso. Creio ainda que descrever o homem apenas como "um animal como qualquer outro, com visão binocular e cerebelo altamente desenvolvido" é um reducionismo meio exacerbado. É como o Dr. Manhattan (Wachmen) falando que vida e morte não importa pois a constituição molecular entre um corpo vivo e um corpo morto é a mesma*. Creio que o Dr. Manhattan tenha perdido o o foco das coisas, do que é vida e do que ela representa. Da mesma forma, esquecer da nossa responabilidade de cuidar do Jardim e daquilo que temos inegavelmente dentro de nós, aquela qualidade impar chamada "imagem e semelhança de Deus", é perder o fóco. Se somos "impares" isso não é um capricho de teístas pretenciosos, é, antes de tudo uma responsabilidade, e vai muito além de uma "classificação arbitrária".
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2) Onde Deus atua?
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Em um mundo regido inteiramente por processos naturais desde o seu principio, aonde entra Deus? Como Cristão, tenho que começar dizendo que creio em milagres, creio que Deus as vezes dobre as leis, as chances e as probabilidades para fazer o Bem. Isso é excessão, não regra, até por que sua Criação é incrivelmente "regulada" para se desenvolver e crescer. Não seria uma Criação "muito boa" se toda hora Ele tivesse que ficar "consertando coisas". Jonh F. Haught discute isso em "Deus Após Darwin" e Ken Miller também no "Finding Darwin's God". Não vou entrar em detalhes, mas seja por ação miraculosa seja sustentando o mundo e os processos naturais Deus age. Ele trabalha até agora em todas essas coisas (João 5:17). Isso é muito mais uma afirmação por fé do que cientifica. Já discuti aqui que Deus é, de fato, uma hipótese cientifica horrivel. Graças a Deus! O Transcendente, Intangivel e Inefável não poderia ser diferente. Mas, por fé, sei que Ele atua.
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3)A evolução é um processo cruel que depende de disperdicio e morte
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Esse argumento está em consonancia com argumentos criacionistas, já discuti isso aqui. De fato, grande parte dos argumentos contra a exsitência de um Deus nos moldes do Cristianismo parecem girar em torno da seguinte pergunta: "Como podemos conciliar um Deus que age e sustenta o nosso mundo com um universo escuro e frio, que não "dá uma colher de chá", aparentemente regido, inexoravelmente, por forças naturais?" (alias, eu fiz essa pergunta no Y!R. Poucos responderam). Me lembrem de desenvolver essa idéia num outro post! Tenho pensado um bocado sobre esse assunto ultimamente.
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Sobre o tópico (3) vou apenas reiterar o que penso: A evolução mantem e diversifica a vida, mesmo apesar da contingência e da morte. Creio que a contingência (coisas que acontecem sem um "porque", que podem muito bem acontecer ou não acontecer), é parte necessária e integrante de qualquer Criação que seja limitada e livre (NÃO, não estou chupinhando a palestra de segunda feira do Ed Rene Kivitz sobre o problema do sofrimento humano , eu já tinha essa opinião antes de ouvir o homem. Agora ele indicou, além de O Problema do Sofrimento do C. S. Lewis, um autor chamado Queiruga, que me interessou bastante). A criação é limitada porque senão seria igual à Deus, e é livre porque senão seriamos robozinhos.
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E em meio à super-novas, placas tectonicas, vulcões, meteoros, extinções em massa, predados e predadores, a Criação de Deus tem a capacidade de sobreviver e de se adaptar. A vida e o universo em que vivemos é maravilhoso, mesmo com a aparente ausencia de "colheres de chá cósmicas" nós aqui temos a capacidade de aprender e tentar Amar, de aprender e tentar buscar o transcendente! Irreconciliavel com o Cristianismo? Eu não vejo assim! Algo tão belo e maravilhoso, a meu ver, deve conter por detrás algo mais do que um vazio arido e sem sentido.
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Meu chute é o mais maluco de todos! Eu aposto todas as fichas nAquele que é Amor. Talvez tenha mais a ver com o coração do que com o cerebro, mas um está sempre interagindo com o outro não é mesmo.
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Sei bem que isso nem de longe esgota o assunto. 6000 anos, 4,5 bilhões de anos, evolução, design, fixismo, criação progressiva, não importa! Teodicéia é dos assuntos mais complicados para qualquer Cristão. Basta dizer que creio que a evolução não torna o problema mais "dificil" ou mais "fácil". Apenas adiciona maiores detalhes a ele. Para maiores detalhes, vou postar aqui um link para dois posts muito interessantes do blog An Evangelical Dialogue on Evolution que discutem um pouquinho sobre o tema.
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Vejo que muitos Cristãos, ao tomarem posturas extremas em defesa de seus pontos de vista, acabam tropeçando no erro de idolatrar suas próprias idéias e definições, tendo elas como verdades absolutas. Parafraseando Jürgen Moltmann: "é triste que muitos Cristãos estejam lendo a Bíblia como se fosse o Corão. Deus se tornou em Cristo não um livro, mas sim, um ser humano". É importante lembrar no que cremos. A Verdade não é um conceito A ou B que pode ser entendido e tomado para sí, é uma Pessoa. Da mesma forma é triste observar alguns fundamentalistas "anti-religiosos" que, ao relegar a ciência como unica forma valida de obtenção de conhecimento, tomam ela para sí. Se tornando também estes donos da verdade com arrogância equivalente aos fundamentalistas religiosos que eles tanto criticam por esse mesmo motivo. É até estranho constatar que ambos os extremos falam "a mesma lingua". Buscando nos dados cientificos uma certeza última de suas crenças, transformando Deus e as Escrituras em hipóteses científicas e prosseguindo a defendê-los ou ataca-los, dependendo do time em que se joga. Aos Teístas que consideram essa abordagem deve-se perguntar: Será que isso é valido? Aos demais: Será que isso é suficiente?
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O artigo prossegue, mas eu fico por aqui. Ele menciona ainda os "NOMAs" (non-overlaping magisteria). Sobre isso recomendo Alister McGrath (esse também), além de uma olhadela neste artigo da Revista REVER para uma alternativa perfeitamente viavel e sóbria sobre como relacionar fé e ciência, a despeito das dificuldades e picuinhas que o artigo menciona e exagera.
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Por fim, o autor termina o artigo mencionando uma longa lista de motivos teologicos pelos quais a evolução e a fé Cristã são mutuamente exclusivas (com citações bíblicas e tudo mais). Sem dúvida os mesmos problemas que muitos Cristãos veem (é intrigante a semelhança de argumentos). Alguns deles já foram abordados como o "Se a queda é um metafora então nada mais faz sentido" aqui. O autor, interessado em descreditar as Escrituras acaba não vendo a sua riqueza e profundidade. Bem, não sou "crente chato", o homem tem direito a opinião dele e eu à minha. E eu digo que vejo um texto riquissimo e profundo. Para os outros problemas levantados, sei que pode parecer uma fonte espuria, mas vale a pena dar uma olhada nessa comunidade do Orkut tem algumas pessoas boas rebatendo criticas, criticando e desenvolvendo idéias.
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é isso aí, pessoal.
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Espero mesmo não ter ofendido ninguém nem ter feito ninguém surtar. Mas enquanto continuar a muvuca, pelo menos aqui nesse blog, eu vou continuar a me posicionar: Vai Corinthians!


Paz de Cristo amiguinhos



Amo vocês






*"A live body and a dead body contain the same number of particles. Structurally, there's no discernible difference. Life and death are unquantifiable abstracts. Why should I be concerned?" (Osterman, 1985) (1)

6 comentários:

Ernesto "Che" disse...

Pôxa Emi, deve ser complicado conciliar duas vertentes totalmente opostas... ainda mais sendo biólogo e cristão ao mesmo tempo, não sei como não surtou numa discussão dessas ainda XD

Mas gostei mesmo do texto, e acho que alguém tem que levantar uma bandeira branca nesse assunto, admiro o que você está fazendo!

Aliás, vou lembrar como faz aquele esquema em html no blog, me desculpa a demora, mas a vida tá uma loucura só...

Abraços e admiração!
Ernesto.

Emiliano M disse...

E aí Ernesto!

Cara, sinceramente vejo as vertentes como complementares e não opostas. E até por isso eu não surto! Tem gente que diz que eu deveria surtar ou coisa assim, mas sinceramente ainda não vi motivos.

Obrigado pelo comentário meu! E sem pressa no negócio do html, é mais curiosidade!

Fica na Paz meu!

Silas disse...

Considero inviável e desnecessária uma argumentação com fundamentos biológicos justamente porque você já reconhece o evolucionismo, e, aliás, com mais profundidade do que eu.

Mas ao que me parece você está negligenciando questões epistemológicas, psicológicas e filosóficas, pois estas não podem e nem devem ter origem no sentimento. Seja de fé, de amor, o qualquer outro.

Vamos primeiro à filosofia, onde vou indicar um erro fundamental.
Você observa um fato (a existência ímpar do homem) e despreocupadamente atribui uma razão metafísica à essa imparidade.
Isso não filosoficamente aceitável, porque os fundamentos metafísicos são incrivelmente variáveis.
Assim, tanto poderia ter sido Deus, da forma como você o vê, quanto Deus da forma que o João da padaria vê. Não há como definir Deus então não há porque usarmos um conceito inconcebível para justificar outro. Isso simplesmente não tem sentido.
Talvez a hipótese de que exista um criador seja verdadeira, mas na impossibilidade de observarmos e comprovarmos a existência do mesmo é totalmente irrelevante o considerarmos como causa. Começar a investigar a questão com a mente formada por fé teísta ou ateísta é querer representar uma realidade subjetiva como objetiva.
Não vejo, honestamente, no que se refere à causa inicial do universo, como poderíamos a definir de forma objetiva, pois a definição depende de observação empírica.
Até mesmo o famoso ponto inicial do big bang, que era um ponto de extrema densidade material e explodiu, já tinha densidade e não se sabe determinar a origem disso. Então se afirma que sempre existiu ou que foi criado, mas no final é tudo subjetivo: ninguém sabe.

Epistemologicamente falando, pensar Deus como premissa é um fator limitador, e em relação a isso tenho toda a história da teologia como prova.
O que ela faz senão fazer peripécias com os conceitos para tentar adaptá-los a conceitos religiosos.
Sinceramente, misturar uma coisa com a outra só gera confuão e contradição justamente porque pode haver verdades desagradáveis e anticristãs.

Como diz Nietzsche: "saibam sacrificar seus desejos idealistas à verdade, a toda a verdade, mesmo à verdade simples, amarga, suja, repugnante, não cristã, imoral... Porque há verdades dessa espécie."

Se você parte do raciocínio teológico o adaptando à ciência você estará adequado à ciência de hoje, mas logo amanhã sua teologia vai ser inválida e outra deverá ser criada.
Não acho que uma pessoa sensível precisa de coisas metafísicas para ver um mundo belo: a beleza que o homem sensível vê no mundo não passa da beleza que ele tem dentro de si e projeta no mundo.

Em questões psicológicas, sobre fanáticos, tenho uma objeção em relação à fanáticos teístas e ateístas. Primeiro que não é teísmo ou ateísmo que gera o fanatismo, mas sim a natureza do crente. Se ele é fanático, a base epistemológica que ele escolher será a absoluta e inquestionável.
Não adianta pensar que mudaremos isso, então temos que pensar num modo prático de lidar com a situação. Se o sujeito não pensa sozinho e é religioso ele estará fatalmente na contra mão do mundo, que está sendo progressivamente possuído pelo pensamento científico, e não só isso como terá justificativas para cometer atrocidades. Por outro lado, o ateísta não pensará sozinho, mas ao menos não estará na contramão do sistema, pois não há coisa mais incômoda do que sujeitos que são ignorantes e querem ter opinião contrária só por serem irascíveis.
Além disso, o ateísmo não tem doutrina, o que não molda o caráter do indivíduo.

Para uma leitura mais completa a respeito da moral (se você acha que moral presume religiosidade), veja meu mais novo blog:
http://insilasbrain.blogspot.com/

Concluindo, não tenho a intenção de te ofender, mas discordo de todos esses pontos do texto: praticamente de tudo o que foi dito.

Sammy disse...

Maravilhoso.
Vou pedir aos alunos que leiam seu texto.
Meu comentário é sobre o fato do homem ter papel importante. Claro que tem. Aqui no planeta Terra.
A questão que os Criacionistas não entendem é que não somos o centro do universo.
Da mesma forma que é complicado relegar o fato da Terra, por exemplo, ser um sistema que se auto regula. Ou seja: comporta-se como um ser vivo e por aí vai...
Entonces como Panteísta que soy, parabenizo seu discernimento. Prova de que é possível unir Fé e Ciência com lógica e razão.

Bjks no Coração!

Emiliano M disse...

Druuna – Obrigado moça. C. S. Lewis uma vez falou que se não fosse Cristão seria pan-teísta. Acho que eu também.

Cá eu creio que a vida tenha uma importância impar nesse universo e o ser humano um papel central nesse “esquema”. Possuindo responsabilidade sobre a Criação e sendo feito a imagem e semelhança de Deus, mesmo sendo produto de processos evolutivos “cegos”. Para mim isso é simplesmente muito milagroso. Pra mim o Cristianismo responde às indagações de Ronnie James Dio na música last in line a respeito de nossa “ambigüidade”.
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Silas, cara, não me ofendi não meu! Você tem todo o direito de discordar (tanta gente discorda), fico feliz que você esteja lendo e comentando. Mesmo que esteja fazendo umas perguntas difíceis. Vamos lá: suas tretas não parecem ser contra meu ponto de vista particular, mas contra toda a visão Teísta, ao menos Cristã! Sem falar que você é um chato (hehehehe brincadeira meu)

Não vou me fingir expert em filosofia, epistemologia e psicologia (você pegou pesado). Fico muito feliz que você tenha me dado umas dicas “dáhora” (Jung e talz). Ainda assim vou tentar abordar, como puder alguns pontos que você citou:

1)O que você está dizendo eu já sei! O agnosticismo é simplesmente a resposta mais racional para as perguntas metafísicas que fazemos, mas para mim simplesmente não é suficiente. Acredito que mesmo “as verdades feiosas” tenham, em ultima analise um fundo (ou melhor, uma solução) em Amor. É bobo? Talvez, mas é ser Cristão. Por isso mesmo, só tenho uma resposta muito pouco satisfatória para lhe dar: A “desonestidade intelectual última” chamada Esperança, embasada na Fé. Acho que é por isso que no final das contas o Cristianismo é uma religião e a Teologia Cristã é muito mais parecida com uma arte do que com uma ciência. Você me pede para me afastar de “sentimentos” como o Amor e a Fé... Bem, desculpe, não róla.

Quanto a questão do “sentir”, iríamos cair naquela questão difícil demais que você me propôs. Quando responder ela, pode ficar certo, vai render um post aqui no blog e/ou uma questão no Y!R

2)Não pretendo “objetivar” minha visão subjetiva! Não creio que a ciência “demonstre Deus”, mas uma vez se tenha fé você pode através da ciência olhar o mundo natural com os olhos da fé e ver nele O Transcendente. Não sei se Deus está escondido antes do big-bang ou nos eventos imprevisíveis da física quântica (como diz Kenneth Miller). Vejo, por ter fé, o dedo dEle em absolutamente tudo que é fenômeno natural.

3)Acho que para se apreciar a beleza da vida, é necessário Amor. Um reducionismo a termos lógicos, racionais e científicos e você realmente vira o Dr. Manhattan vendo só montes de átomos de carbono onde na realidade existe algo muito mais sublime que é a vida. Sei lá se isso requer “metafísica”, mas acredito que alguma forma de espiritualidade...

A Teologia (acho que eu já te disse isso) lida com o que sabemos a respeito de Deus, do mundo e do nosso relacionamento com ambos. Ao aprendermos coisas novas a respeito do universo, claro que nossas visões teológicas irão se alterar! Novas perguntas surgirão e perguntas antigas serão respondidas: O que antes era obra do “demônho” é descoberto como sendo um distúrbio psicológico. Cá eu creio que a teologia não se torna inútil por que acho que o homem necessite de mais do que ser ensinado. Acho que o homem precisa de redenção. E isso torna TUDO relevante.

Sei bem que você discorda Silas, ainda assim é bom ver opiniões discordantes aqui no blog. Te respeito muito, não cesse de nos agraciar com dicas de autores e livros.

Legal o teu blog!

Fiquem na Paz amiguinhos

Emiliano M disse...

bastante coração com um pouco de cérebro: http://www.ibab.com.br/ed090322.html

Paz