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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Chamada para textos – revista eletrônica Espiritualidade Libertária n. 3 (1. sem. 2011)


A revista Espiritualidade Libertária está chegando à sua terceira edição. Ela teve inicio a partir dos dialogos e discussões que surgiram do grupo que se reunia (e ainda se reune) no centro cultural Vergueiro pra discutir, de forma sempre despretenciosa, assuntos acerca de espiritualidade e anarquia (para um breve balanço das tais reuniões clique AQUI). O dossiê temático da primeira edição foi "O pensamento de Jacques Ellul"; O tema da segunda edição foi "Gênero, sexualidade e religião". E o dossiê temático da presente edição é "Espiritualidade e Evolução Biológica" e, vocês já devem ter adivinhado, estou fazendo parte do corpo editorial!
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Já ouvi criticas de que o tema da revista foge um pouco do fóco que a públicação pretende ter, mas creio que a pluralidade dentro dos temas da revista reflete a pluralidade do próprio grupo de pessoas que têm se proposto a se sentar junto, conversar, discutir, planejar e agir e de vez em quando tomar uma cerveja junto. Além disso acho que essa revista pode contribuir de forma interessante para quem quer se posicionar nos relacionamentos, pontos de contato, atritos e brigas entre as ciências naturais e a religião. Minha vontade seria receber textos diversos de todo o tipo de gente conversando, discutindo e refletindo sobre as nossas descobertas acerca do mundo natural e em como isso influência em nossa Espiritualidade (ou falta dela) e visão de mundo.

Deêm uma olhada na chamada para texto AQUI


Convidamos vocês a participarem da nossa revista. Enviem seus textos até o dia 31 de maio de 2011 para o e-mail da revista. Neste número (n. 3 – 1. sem. 2011) teremos o dossiê: Espiritualidade & Evolução Biológica. No entanto, receberemos também textos para a seção livre. Vejam também o arquivo daChamada para textos com a Política Editorial da revista.

Para o dossiê Espiritualidade & Evolução Biológica, pedimos o envio de textos que busquem tanto um diálogo e interação entre o entendimento científico da realidade e a vivência espiritual, bem como a análise crítica de pontos de atrito nos quais o ponto de vista religioso e a análise científica parecem colidir. Em particular, o desenvolvimento, do movimento “Criacionista/Design-inteligente”, iniciado nos Estados Unidos, mas que tem se disseminado, particularmente no Brasil, no meio evangélico. Dado o espaço que tais grupos disseminando o Criacionismo/Design-Inteligente têm conseguido – uma matéria publicada em 2 de abril de 2010 na Folha de São Paulo (disponível na página:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u715507.shtml) revelou que 25% dos entrevistados acreditam que o ser humano foi criado a partir de um ato sobrenatural há menos de 10 mil anos –, seria interessante abordar seus argumentos e objetivos, bem como o contexto social e histórico em que tais idéias se desenvolveram e se mantêm.

É importante ainda, abordar pontos de contato e pontes, nas quais o conhecimento científico, bem como o conhecimento teológico e filosófico, possam se aliar no papel de desvendar mais acerca da realidade que nos cerca. E ainda a capacidade do conhecimento científico em moldar e alterar a nossa visão de mundo e, portanto, a nossa vivência espiritual. Nas palavras de Carl Sagan:

Será que tentar perceber de alguma maneira o universo revela uma certa falta de humildade? Creio que é verdade que a humildade é a única resposta adequada perante o universo, mas não uma humildade que nos impeça de procurar descobrir a natureza do universo que estamos a admirar. Se procurarmos essa natureza, então o amor pode ser inspirado pela verdade, em vez de se basear na ignorância ou na auto-ilusão. Se existe um Deus criador, será que Ele ou Ela ou Isso ou seja qual for o pronome apropriado preferiria uma espécie de cepo embrutecido que o adorasse sem nada compreender? Ou preferiria que os seus devotos admirassem o universo real em toda a sua complexidade? Quanto a mim, parece-me que a ciência é, pelo menos parcialmente, adoração informada. (Carl Sagan in The Varieties of Scientific Experience: A Personal View of the Search for God. Nova York: The Penguin Press, 2006)

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We invite you to join us and collaborate with our online magazine. The deadline to submit papers is 31st May. To do so, please email them to the e-mail addressof the magazine. In this issue (n.3 – 1st semester 2011) we will be having a dossier: Spirituality and Biological Evolution. However, submitted papers for the free section will be welcomed as well. For further information see also the editorial policy followed by the magazine in the Call for Papers.

On the third edition of Espiritualidade Libertária, for the dossier Spirituality and Biological Evolution, we invite you to submit papers that seek dialogue and interaction between the scientific understanding of reality and spirituality, as well as a critical analysis of points of conflict in which the religious and scientific points of view seem to collide. In particular the development of the “Creationist/Inteligent-Design” movement, which first developed in the U.S., but has been spreading particularly amongst evangelicals. Given the space that these groups have gotten lately – the newspaper Folha de São Paulo published in April 2nd, 2010 a poll that revealed that 25% of people interviewed believe that human being was created from a single supernatural act of creation about 10.000 years ago (see:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u715507.shtml) –, it would be interesting to approach critically they arguments and goals, as well as the social and historical context in which these ideas have first developed and spreaded.

It is important still to approach bridges and points of contact, in which the scientific knowledge, as well as theological and phylosofical knowledge, may ally in revealing more about the reality that surround us. And also the role of science to guide and influence our world view and hence our spirituality, in the words of Carl Sagan:

Does trying to understand the universe at all betray a lack of humility? I believe it is true that humility is the only just response in a confrontation with the universe, but not a humility that prevents us from seeking the nature of the universe we are admiring. If we seek that nature, then love can be informed by truth instead of being based on ignorance or self-deception. If a Creator God exists, would He or She or It or whatever the appropriate pronoun is, prefer a kind of sodden blockhead who worships while understanding nothing? Or would He prefer His votaries to admire the real universe in all its intricacy? I would suggest that science is, at least in part, informed worship. (Carl Sagan in The Varieties of Scientific Experience: A Personal View of the Search for God. New York: The Penguin Press, 2006)


Aguardo muitos textos e espero um resultado legal

Paz de Cristo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

video: Pastor Marcos Monteiro sobre as Eleições 2010

Por algum tempo eu pensei se pronunciava ou não -brevemente- minha opinião acerca dessas eleições, em particular, acerca do filmezinho do Pastor Piragine que circula na NET (pra quem ainda não recebeu 3 ou 4 emails com o videozinho encaminhado e quiser assistir, procure Paschoal Piragine no youtube).

A verdade é que fiquei até que contente! Fiquei contente com as diversas críticas e observações feitas ao filminho do Piragine. Em particular, ao fato de que tais criticas -embora não tenham feito tanto susseso quanto o próprio filme- foram bastante plurais, ou seja, adivindas de diferentes pontos do espectro politico/religioso evangélico e não apenas de 'esquerdistas' e/ou 'liberais'. Talvez eu esteja equivocado, mas a meu ver isso mostra personalidade do meio evangélico brasileiro de -a despeito de posicionamento político- não adotar a postura simplista, reducionista deu que o posicionamento Cristão na politica é ser anti-aborto, anti-gay e demonizar a esquerda. Apesar de ter sido um dos que receberam 3 ou 4 emails encaminando o video do Piragine no youtube, as críticas que ouvi (seja no tweeter; em conversas ao vivo -sim algumas pessoas ainda mantém conversas presenciais orais; ou em blogs por aí), me mostraram que Cristãos estão cientes de que "iniquidade" tem a ver com injustiça social, com abuso e corrupção e não se delimita a (ou necessariamente inclui) homossexualismo / legalização do aborto. Bem como a suspeita de todo discurso "Atenção igreja: siga minha posição política ou Deus vai te castigar".

Bem, já falei demais. Abaixo tem um videozinho bacana do Pastor Marcos Monteiro que, pelo menos pra mim, fala melhor sobre consciência política Cristã:






Paz de Cristo
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O Silas Fiorotti escreveu um breve texto acerca do video do Piragine no zine 'Disturbios Sociais', vale a pena ler e conferir os links que ele indica AQUI

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Romero


"Ajuda vez ou outra recuar
E pensar profundamente.
O Reino de Deus não está apenas além dos nossos esforços,
Está além de nossa percepção.
Realizamos durante nossa vida somente uma pequena fração
Do magnífico empreendimento que é a obra de Deus.
Nada que fazemos é completo,
O que é outra forma de dizer
Que o Reino de Deus está sempre à nossa frente.
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Nenhuma declaração diz tudo o que poderia ser dito
Nenhuma oração expressa nossa fé plenamente.
Nenhuma confissão nos torna perfeitos…
Nenhum conjunto de alvos ou objetivos inclui tudo.
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Isto é o que somos:
Plantamos sementes que um dia irão crescer.
Regamos sementes já plantadas,
Sabendo que encerram uma promessa futura.
Construímos fundações que precisarão de desenvolvimento posterior.
Usamos fermento que produz efeitos além de nossas capacidades.
Não podemos fazer tudo
E perceber isso nos dá uma sensação de liberdade.
Nos habilita a fazer alguma coisa,
E a faze-la muito bem.
Tal coisa pode ser incompleta, mas é um começo, um passo à frente no caminho,
Uma oportunidade para que a graça de Deus entre e faça o resto.
Podemos nunca ver os resultados finais…
Somos profetas de um futuro que não nos pertence. "
(Oscar Romero 1917-1980)

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Me lembro que quando eu estava na escola (acho que no colegial), passaram para os alunos o filme "Romero" de 1989, com o Raul Julia. Na época eu estava em outra - e,lembro que quando passaram o filme eu estava sem óculos, não entendi muito da história. Muitos anos depois tive a oportunidade de ler o texto a cima e me lembrei da historia do arcebisto Salvadorenho Óscar Romero, uma figura que, embora austera e séria, para mim será sempre -por força de casualidades- associada com personagens como M. Bison e Gomez Addams (Raul Julia era BOM meu).
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Enfim, pude ver com outros olhos a luta um homem que lutou contra a tirania em nome dos tiranizados e foi martirizado por isso. Lí o texto a cima e, sem perda de tempo, corri atrás do filme.
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O filme é bom. Sei lá se representa fielmente as tretas passadas pelo povo de El Salvador nas decadas de 60-70 e o pensamento faz meu coração doer um pouquinho, mas faz a gente lembrar de algumas coisas importantes...




"Quando a Igreja ouve o grito dos oprimidos, ela não pode fazer nada alem dedenunciar as estruturas sociais que geram e perpetuam a miséria da qual são provenientes os gritos"


Amig@s, a Paz

domingo, 11 de janeiro de 2009

De porque bombardeios devem ser respondidos com sapatadas

“Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos se apoderam dele.” (Mateus 11:12. Bíblia de Jerusalém)

Outro dia lí esse versículo... Não entendi nada... Desde então ando refletindo bastante sobre ele. Até porque, tirando a reforma ortográfica, 2009 só nos trouxe nas manchetes de jornais um bando de gente que acha que pode se apoderar do Reino dos Céus através de violência.

E é verdade não é? Até aquele momento na Palestina eternizado e cristalizado no tempo com o nome de “Mateus 11:12”, se fazia violência ao Reino dos Céus, e os violentos é que se apoderavam dele.

Me recordo do Rei Davi, que foi viver um tempo com os Filisteus, ludibriava eles, matava homens e mulheres. Me recordo do ataque kamikase de Sansão e de todas as guerras e tretas que o povo de Israel lutou desde o começo. Me recordo dos salmos em que o salmista clama por vingança. Me recordo até mesmo do livro Apócrifo de Judite (deuterocanônico dependendo do apito que você apita), na qual a heroína engana, seduz e decapita um grande general de uma nação ímpia.

Desde os tempos de João Batista (e acredito que João Batista esteja aqui representando “os profetas”, até porque no versículo 14 ele é identificado com Elias), violentos se apoderavam do Reino dos Céus. Será que Saramago estava certo quando disse que a Bíblia estava repleta de maus exemplos? E onde estão, então, os bons exemplos? Não é a luta pela liberdade um bom exemplo? Fazer guerra contra a opressão não é um bom exemplo?
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Lutar, ainda que seja por justiça, sempre implicou em luta. Guerrear, ainda que seja pelo Reino, sempre implicou em guerra. Rebelar-se, ainda que seja para atingir a liberdade, implica em forcas e guilhotinas.

Sabe, conheci uma menina Cristã que apoiava a luta armada como forma válida para acabar com o sistema opressor e maligno em que vivemos. Não a julgo, até porque, no pouco tempo em que conversamos ela me pareceu uma moça bem bacana, gente boa e uma Cristã de Fé (não é um nó cego cabeção como eu quem vai apontar o dedo). Além do que, a indignação dela é muito sadia para qualquer um que decide seguir a Cristo. Mas digo que discordo dela.

Brecht sabia (aposto que Davi também sabia), “o ódio contra a baixeza também endurece os rostos! A cólera contra a injustiça também faz a voz ficar rouca!”

O que essa gente toda não sabe (e o que muita criança Palestina vai morrer sem ter a chance de ficar sabendo), é que não é mais pra ser assim. Em algum lugar lá perto de Mateus 11:12 essa história muda! O Reino dos Céus não se concretiza na base da porrada! Matar mulheres e crianças palestinas não ajuda (dãh), se fazer de homem bomba por uma causa qualquer também não ajuda; até mesmo enforcar o último governante nas tripas do último sacerdote (que a principio pode parecer uma ótima ideia*), também não é a maneira de se proceder para se chegar ao Reino (ou se trazer o Reino).

Que fazer então?

Fugir do mundo como o diabo foge da Cruz e esperar que o Reino venha... afinal de contas ele virá mesmo?

Se resignar com tantos que de veias abertas e dentes cerrados, sofrem, com tanta coisa zuada, com tanta merda que acontece?

NÃO!

Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e mesmo enquanto escrevo, ainda os violentos tentam se apoderar dele. Altivos e donos da Verdade como se a Verdade fosse um conceito e não uma Pessoa, eles tentam estabelecer o reino na base da porrada. Mas o reino é o reino deles, não dEle, não o Reino da Verdade.

E como então lutar contra os violentos sem se tornar um violento? Como se irar com a injustiça sem que todos os músculos da face fiquem irremediavelmente endurecidos? Como bradar contra a opressão sem que a voz fique rouca? Como endurecer sem jamais perder a ternura?

“aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanço para vossas almas” (Mateus 11:28). Quem disse isso foi o camarada que veio colocar pai contra filho, que veio trazer espada e não paz à terra; e, de forma paradoxal, é chamado de Príncipe da Paz, e nos deu Paz, de forma abundante. Ele nunca se resignou! Ficou bastante nervoso com as falcatruas que rolavam naquele tempo, foi sarcástico com os discípulos que não sacavam, tirava com a cara dos fariseus. Ele uniu zelotas e publicanos sob uma mesma Esperança, um mesmo Reino! Temos mesmo que aprender com Ele: humilde de coração e manso. E ao mesmo tempo nunca se resignou, NUNCA deixou de se indignar com a injustiça, NUNCA hesitou em expulsar aos pontapés os vendedores do templo.

O negócio é que muita coisa mudou, não sei precisar quando foi exatamente, mas sem dúvida que foi por volta de Mateus 11:12, o Reino de Deus passou a ser propriedade dos pobres de espírito, humildes e mansos. E o visto dos violentos expirou (será que esse pessoal de fato chegou a ter um “visto”...)

Queria ter escrito um texto bonito e tocante sobre as imagens de crianças palestinas mortas em ataques, mas, no duro, só consigo dizer que isso é mesmo uma merda. E a indignação que me move, não me move para a violência, mas para o amor, para a compaixão (e bem sei que talvez seja tempo de deixar de lado a mansidão e distribuir alguns bons pontapés), ainda assim, sinto que sem o amor, nada pode ser feito.

Me parece que indignação, sem amor, fé e esperança, é um negócio meio vazio (a mesma coisa parece acontecer com Rock’n’Roll e com sexo...).


Chego até aqui, não consigo ir além. Até por que minhas reflexões acabaram sendo sobre violência em geral e não sobre o caso específico ao qual temos assistido nestes últimos dias na Palestina.

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Paz de Cristo amiguinhos.
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E que também as tretas de Cristo sejam nossas...
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Amo vocês
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*Sim... idêia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Depois de semanas olhando para a tela branca, um "sifú" me faz ressurgir a inpiração

ITALO NOGUEIRADA
SUCURSAL DO RIO
(retirado do caderno "Dinheiro da Folha de S. Paulo de 5 de dezembro de 2008)
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"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o mercado financeiro, ao pedir ajuda ao "Estado que eles negaram durante 20 anos", age como um "adolescente" após sofrer uma "diarréia". Ele se comparou a dom Quixote, o sonhador personagem de Miguel de Cervantes, por pregar o consumo durante a crise.
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Em um discurso de 45 minutos repleto de metáforas, Lula ilustrou sua "campanha" pelo consumo com a história de um paciente."Imagine se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente. O que você falaria para ele? "Você tem um problema, mas a medicina já avançou demais. Vamos dar tal remédio e você vai se recuperar". Ou você diria: "Meu, sifu" [corruptela da expressão vulgar "se fodeu']".
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Na transcrição do discurso no site da Presidência, a frase foi reproduzida desta maneira: "Meu, (inaudível)".
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Lula falou da crise no lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. Em tom ora irônico, ora revoltado, o presidente comparou a relação entre Estado e mercado à de pai e filho.
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"Era preciso vender todas as empresas do Estado, mandar muito funcionário embora, aumentar tempo do trabalhador no trabalho, porque se aposenta com pouco tempo, e daí afora. O Estado não vale nada, só gasta. (...) Filho de 16 a 21 anos não precisa de pai nem mãe. Eles são onipotentes. Querem sair quando quiserem. Querem todo o dinheiro da gente e, por mais que a gente dê, acha que é pouco. Ou seja, o Estado é careta, não sabe de nada, não é moderno, não gosta de funk, rap... Filho, quando tem dor de barriga, gripe, não tem dinheiro, volta para casa. O que aconteceu com o famoso mercado onipotente? Quando o mercado tem uma diarréia, quem eles chamaram para salvá-lo? O Estado que eles negaram durante 20 anos."
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Ao incentivar o consumo na crise, Lula disse que trabalhadores serão demitidos se pararem de comprar. "Você tem o trabalhador da fábrica, que está ouvindo falar em crise. Ele fala: "Não vou comprar um carro porque posso perder meu emprego. Se eu perder o emprego, eu estou ferrado". Precisa alguém dizer que ele vai perder o emprego exatamente por não comprar. (...) Às vezes eu me sinto como o dom Quixote, sozinho tentando pregar um otimismo de uma coisa muito prática, que é fazer a economia girar."
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Meu Comentário:
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Em primeiro lugar: Adorei o "sifú"!

Infelizmente não gosto nada das soluções até agora apresentadas para a crise... Mais infeliz ainda é que, como não manjo do assunto, não consigo propor uma alternativa.

Continuar consumindo, consumindo, consumindo, claramente não é a solução. Não podemos esquecer que o Brasil tem uma treta muito grande com a sustentabilidade ambiental. Pelo que tenho ouvido e lido (sem qualquer aprofundamento), o governo realmente não tem dado a devida importância a esse problema. A despeito do que dizem as noticias, acho que preservação ambiental aqui no Brasil ainda é muito "coisa pra ingles ver". Na hora do "vamos ver" o que acontece é que desmatador é anistiado, e áreas de preservação permanente viram, magicamente, áreas de preservação "facultativas".

O ministério da agricultura também só quer fazer crescer a produção sem utilizar os recursos de forma inteligente (porque afinal, recursos tem de sóbra! Pra que ficar regulando?)

Bem, posso ter viajado, mas as relações entre economia e sustentabilidade são o assunto "da moda" (ou eram, até a tal crise se instalar). É engraçado, como esses assuntos de suma importancia entram e saem "de moda". O barbudo (e eu tenho que falar: gosto muito do barbudo), não mencionou sustentabilidade no seu discurso né?

Mas voltando ao ponto: para ser sustentável tem que se consumir menos. Consumir menos significa crescer menos. E aí? Cá eu pergunto: Crescer prá que? Crescer prá onde?

Não ter medo de consumir pode ajudar agora na crise, mas eu fico besta com todo esse progresso e desenvolvimento malucos (tem uma música do Bad Religion chamada "Progress" que meio que ilustra o que eu sinto).

A solução, eu comecei o texto dizendo que não tenho, mas tenho esperança de que um viver Cristão, aliado a um viver consciente, possam ser um bom começo!

E é isso que eu tenho a dizer, uma enorme "chuva no molhado" que apresenta como solução teorica "Atos 2" e espera ansiosamente uma solução prática (eu nunca fui um cara muito prático nem pragático).

Mas eu repito, um viver Cristão e consciente, creio eu, ajudam muito. E um viver Cristão consciente é, por definição, um viver generoso (pra burro) e um viver não consumista (anti-consumista, na minha humilde e radical opinião).


... Agora, o "sifú" foi legal

Paz de Cristo

domingo, 16 de novembro de 2008

Algo para escrever




Hoje o pastor falou da viagem dele lá pro Senegal/Marrocos. Cara, que zuado...

Que lugar zuado, que MUNDO ZUADO, como a igrejinha Cristã ocidental é ZUADA e como este cretino escrevendo um texto babaca na net é ZUADO....

Bem, a vida de Cristão no Marrocos é zuada (nunca fui pra lá, mas me atrevo a dizer que a vida de gente pobre no Marrocos é zuada... tipo*... a cima da média). Lá, um país com 36 milhões de habitantes, tem mais ou menos 1000 Cristãos distribuidos em 50 igrejas, com no máximo 20 pessoas cada uma. Destas 50 igrejas, metade se reune apenas uma vez a cada 2-3 meses e não tem uma liderança definida.

Se você se converter lá no Marrocos vai ter que passar um período de anos conhecendo só o seu discipulador de Cristão (até terem certeza que você NÃO é um impostor que vai dedurar/perseguir os Cristãos), se você virar Cristão no Marrocos provavelmente nunca mais vai ver sua família. Se você se converter lá no Marrocos não vai ter Bíblia pra ler.

Hoje o pastor falou do Marrocos e do Senegal, foi zuado... Falou de meninas de 7 anos que tem o clítoris cortado fora com uma lamina de barbear e falou um montão de coisas que aqui não interessam (quando botarem na net o que meu pastor falou, posto aqui um link**). O que interessa (não sei se eu deixei perfeitamente claro), é que foi ZUADO. Não gosto de chorar/me emocionar em cultos, francamente acho uma chatisse, mas hoje segurei uma lágrima, (nada contra você amiguinho emotivo, muito pelo contrário, aqui dentro do meu coração confesso que te invejo). Ví outros que também se emocionaram...

As vezes penso que “sofrer perseguição” é meio que o “estado natural da igreja Cristã”. É meio que nem as oliveiras. Se você for até a Grecia vai ver lá nos olivais deles umas árvorezinhas mirradinhas bem características, são as oliveiras. Se você for até São Paulo e visitar o Jardim Botânico (faça isso um dia desses meu, é bacana), vai ver lá também uma oliveira, só que diferente. A oliveira do Jardim Botânico daqui é uma “árvroezona” esquizitona. O que acontece é que na Grecia as oliveiras estão no ambiente natural delas, e com as mudanças anuais de temperatura, umidade, duração do dia lá na Gécia, elas sabem quando crescer e quando dar flor e, consequentemente, frutos. Aqui no Brasil não tem isso não. O Clima não é Mediterrâneo, o hemisferio não é o mesmo também. A oliveira então só cresce, ela não recebe o sinal do ambiente para realizar o despendioso, mas necessario, processo de dar flor.

Com a igreja acho que é parecido, quando ela está sob condições bastante adversas é que ela esta no ambiente “certo”. NÃO estou dizendo que a igreja sem perseguição não dá fruto, que não é boa, ou util. NÃO! Só estou dizendo que a igreja Cristã, existindo num lugar onde ela é aceita e/ou maioria geralmente tem uns aspectos aberrantes.

Quer um exemplo? Bem, cá eu nunca entendi direito a parte da Bíblia que diz que para seguir Jesus devemos odiar nosso pai, mãe e irmãos (Lucas 14:26). É claro a gente sempre vem com aquelas desculpas esfarrapadas e interpretações meia boca. Mas um garoto qualquer marroquino que realmente abandonou papai e mãmae e irmãos para seguir a Cristo poderia me explicar direitinho o que o tal versículo realmente quer dizer! (para um pensamento LEGAL sobre o que esse versículo quer dizer, leia “Os 4 Amores” do C. S. Lewis, é bacana).

Esse e tantos outros versículos que a gente acaba não entendendo direito, sobre amor, sobre entrega...

Não estou fazendo um discurso propagandistico missionário (não gosto muito desse tipo de coisa), só estou falando para você que estiver lendo, pensar um pouco a respeito, orar um pouco a respeito, fazer um pouco a respeito. Não só na Afríca, tem MUITA gente precisando de ação e oração ai perto de onde você tá. Eu, é claro, não faço nada disso, mas queria começar....

Estou ouvindo agora mesmo a canção “Massacre” da banda “Anti-Demon”... A letra da música não é lá muito elaborada, mas acho que mostra bem um pouco de como o Cristão deve se portar. Não ria da minha cara se hoje à noite nas minhas orações, eu pedir poder a Deus para, com o Amor, massacrar a opressão e o ódio, para massacrar todo o mal (talvez Ele vá rir, mas acho que num sentido beeem diferente...)

Paz de Cristo


*me perdoem por ter usado a palavra “tipo”...
**A menságem não foi disponibilizada, se quiser conferir, ou pegar outras mensagens, clique aqui
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Texto: "O Deserto Florescera", com as considerações do pastor sobre sua viagem (inutil dizer que as considerações dele são bem mais completas e bem escritas que as minhas).

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Jonas em Sto André

Hoje ouvi uma frase esquizita: "a vida em sua essência é mais importante que a vida em sua contingência", ou coisa assim...
O que a frase quer dizer (quem me disse a frase explicou) foi que a vida e mais importante, qualquer vida. A vida do pecador, a vida mal vivida, a vida besta etc.
É bom que eu tenha ouvido isso lá no meio das coisas que eu ouvi dessa pessoa, afinal de contas está na Bíblia em um monte de lugares isso que ele me falou.
Agora vem cá, isso de tratar a vida em sua essência é coisa para Deus mesmo, não é não?
Tal como o profeta Jonas, muitos de nós se revoltam por ter um Deus de coração tão MOLE! Que tem compaixão de gente que não sabe discernir a esquerda da direita!
E tal como Jonas, eu acho que iria comprar uma passagem só de ida para o Amapá se Deus surgisse na minha frente, me pedindo para ir falar no nome dEle para Lindemberg Fernandes Alves lá em Sto. André! Coração mole desse jeito, Jonas sabe muito bem, só depois de 3 dias submetido a um tratamento de sucos gastricos e enzimas digestivas dentro do estomago de algum bicho gigante....
"o importante é a essencia da vida, não a contingencia...."
Os caras de Ninive, o cara de Sto. Andre... Eles Não sabem distinguir a direita da esquerda! Eu, como Jonas, tô achando dificil......
Mas sabem duma coisa, no meio das minhas orações tristes pedindo para que Deus console os que sofrem, eu ainda encontro animo de dar Graças a Deus (literalmente) por Ele ser um coração mole...
Por que Ele está lá para os que sofrem,
Ele está lá por mim
E eu oro que Ele esteja lá para ensinar a esquerda e a direita para aqueles que por uma razão ou outra não aprenderam E oro para que eles aprendam...
Viajei né... Não é novidade.
Mas acho que deu para sacar mais ou menos do que eu tô falando...

Paz de Cristo